O contribuinte facultativo é a pessoa que não exerce atividade remunerada, ou seja, não possui renda própria, mas decide contribuir para o INSS para manter a proteção previdenciária.
Ou seja,se tiver renda proveniente do trabalho, não pode contribuir como facultativo. Essa escolha afeta diretamente os seus direitos, já que cada alíquota (20%, 11% ou 5%) define quais benefícios você poderá receber e o valor deles.
Para entender melhor continue lendo, aqui você vai entender quem pode pagar como contribuinte facultativo, quanto custa cada tipo de contribuição, qual código usar para não errar no pagamento e muito mais. A ideia é te mostrar exatamente como se enquadrar e evitar problemas que podem fazer o INSS não reconhecer suas contribuições no futuro.
Vamos a leitura!
Quem se enquadra como contribuinte facultativo?
O contribuinte facultativo é quem não trabalha e não tem renda própria, mas quer continuar protegido pelo INSS. Para isso, deve ter mais de 16 anos e não exercer atividade remunerada, seja formal ou informal. Caso passe a ter renda de trabalho, deverá contribuir como segurado obrigatório.
Esse modelo é comum para quem está fora do mercado, mas não quer perder tempo de contribuição. Entram nesse grupo pessoas em diferentes situações do dia a dia, como:
- Dona de casa;
- Estudante;
- Desempregado;
- Bolsista;
- Síndico não remunerado;
- Pessoa que mora fora do país sem renda no Brasil.
Quem se encaixa nessas situações pode contribuir de forma opcional, escolhendo o plano que melhor se adapta ao seu objetivo.
Você pode estar contribuindo errado para o INSS e nem sabe! Assista ao vídeo e descubra a melhor opção para o seu caso. 💰
Qual é a diferença do contribuinte individual e o contribuinte facultativo?
A diferença é simples; o contribuinte individual tem renda e o facultativo não tem. Quem trabalha por conta própria, presta serviço ou recebe por alguma atividade entra como contribuinte individual e é obrigado a pagar o INSS.
Já o facultativo contribui apenas se quiser, justamente porque não tem renda. É uma forma de não ficar desprotegido enquanto está sem trabalhar.
Um erro comum é a pessoa trabalhar por conta e pagar como facultativo para economizar. Isso pode dar problema, porque o INSS pode não aceitar esse tempo depois. Na prática, é como se a contribuição estivesse errada. Por isso, quem tem renda precisa contribuir como individual, senão pode ter dor de cabeça lá na frente ao pedir um benefício.
Qual é o valor do INSS para contribuinte facultativo?
O valor do INSS para contribuinte facultativo depende da alíquota escolhida e do salário de contribuição.
- 20% (plano normal) → R$ 324,20 ou mais (sobre o valor escolhido);
- 11% (simplificado) → R$ 178,31 (sobre o salário mínimo);
- 5% (baixa renda) → R$81,05 (sobre o salário mínimo).
O cálculo é simples: basta multiplicar a alíquota pelo valor escolhido. Exemplo: 20% × 1.621,00 = R$324,20. Quanto maior o valor contribuído, maiores podem ser os benefícios recebidos no futuro.
Plano normal (20%) para contribuinte facultativo
No plano de 20%, você pode escolher quanto quer contribuir, desde o salário mínimo até o teto do INSS. Essa liberdade permite planejar uma aposentadoria com valor maior.
Esse plano garante acesso a todos os benefícios previdenciários, incluindo a aposentadoria por tempo de contribuição (nas regras de transição). Também permite que o valor do benefício seja acima do salário mínimo, dependendo das contribuições feitas ao longo do tempo.
É indicado para quem quer:
- Aumentar o valor da aposentadoria;
- Aproveitar regras de tempo de contribuição;
- Fazer um planejamento previdenciário mais completo.
Plano Simplificado (11%) para contribuinte facultativo
Aqui a contribuição é fixa: 11% sobre o salário mínimo. É uma forma mais barata de manter a proteção do INSS. Esse plano garante benefícios como:
- Aposentadoria por idade;
- Auxílio-doença;
- Salário-maternidade;
- Pensão por morte.
Por outro lado, não permite aposentadoria por tempo de contribuição, e o valor do benefício fica limitado ao salário mínimo.
É uma opção comum para quem não tem renda fixa ou quer economizar.
Baixa renda e MEI (5%) para contribuinte facultativo
A contribuição de 5% é voltada para pessoas de baixa renda, principalmente as donas de casa. O valor é reduzido, mas exige alguns requisitos. Para usar esse plano, é preciso:
- Estar inscrito no CadÚnico;
- Ter renda familiar de até 2 salários mínimos;
- Não ter renda própria.
Os direitos são os mesmos do plano de 11%, como aposentadoria por idade e benefícios por incapacidade, mas também com limitação ao salário mínimo e sem direito à aposentadoria por tempo de contribuição. É voltado para quem precisa pagar menos e atende aos critérios de baixa renda.
Quais são os direitos do contribuinte facultativo?
Os direitos variam conforme o plano escolhido. A principal diferença está na possibilidade ou não de aposentadoria por tempo de contribuição e no valor do benefício.
Quem contribui com 20% tem acesso completo. Já quem paga 11% ou 5% tem uma cobertura mais básica. Essa diferença é importante e afeta diretamente no planejamento da aposentadoria.
👉 Veja abaixo os benefícios de cada plano explicados em detalhes.
Benefícios garantidos ao contribuinte facultativo no plano de 20%
O contribuinte facultativo que paga 20% tem direito a todos os benefícios do INSS, incluindo:
- Aposentadoria por idade;
- Aposentadoria por tempo de contribuição (regras de transição);
- Auxílio-doença;
- Salário-maternidade;
- Pensão por morte;
👉 Além disso, pode receber um benefício acima do salário mínimo, dependendo do valor contribuído ao longo do tempo.
Benefícios garantidos ao contribuinte facultativo no plano de 11% e 5%
Nesses planos, os direitos são mais limitados. O contribuinte tem acesso a:
- Aposentadoria por idade;
- Auxílio-doença;
- Salário-maternidade;
- Pensão por morte;
- Auxílio-reclusão.
A principal limitação é não poder usar tempo de contribuição para aposentadoria e ter o valor do benefício limitado ao mínimo.
Como pagar o INSS como contribuinte facultativo?
O pagamento é feito por meio da Guia da Previdência Social (GPS). O processo é simples:
- Fazer cadastro no INSS (ou usar PIS/NIT já existente);
- Escolher o plano (20%, 11% ou 5%);
- Acessar o site da Receita Federal (SAL) ou usar aplicativo bancário;
- Informar seus dados e o mês de pagamento;
- Escolher o código correto:
- 1406 → 20%;
- 1473 → 11%;
- 1929 → 5%;
- Gerar a guia e pagar.
O pagamento deve ser feito até o dia 15 do mês seguinte.
O que fazer se eu paguei o código errado?
Fique tranquilo, quando isso acontece é possível corrigir o erro. Você pode:
- Fazer a complementação da contribuição
- Solicitar a retificação da GPS (Guia da Previdência Social)
- Pedir a correção pelo Meu INSS ou fazer um requerimento
Em alguns casos, o INSS analisa e ajusta o valor ou o tipo de contribuição. Mesmo sendo possível corrigir, o ideal é ter atenção antes de pagar, porque erros podem atrasar o reconhecimento do tempo de contribuição e dos benefícios.
Como contribuinte facultativo, posso pagar contribuições atrasadas do INSS?
O contribuinte facultativo só pode pagar contribuições em atraso se o período não ultrapassar 6 meses e desde que ainda mantenha a qualidade de segurado (dentro do período de graça). Dentro dessas condições, é possível regularizar os pagamentos e manter a proteção previdenciária junto ao INSS.
Porém, se passar de 6 meses, ele perde essa qualidade e não pode mais pagar retroativamente para aquele período. Isso acontece porque o facultativo não exerce atividade remunerada, então não há como comprovar que ele deveria estar contribuindo naquele tempo.
Por isso, o INSS limita esse tipo de pagamento. Essa regra é importante para evitar contribuições fora do prazo e garantir organização no sistema previdenciário.
Conclusão
Ser contribuinte facultativo é a melhor forma de não perder seus direitos previdenciários enquanto está sem renda. Essa opção permite continuar protegido pelo INSS mesmo fora do mercado de trabalho, como no caso de estudantes, donas de casa ou desempregados.
Existem três formas de contribuição: 20%, 11% e 5%. O plano de 20% oferece mais possibilidades de benefícios e pode gerar um valor maior no futuro. Já os planos de 11% e 5% são mais econômicos, mas limitam o valor ao salário mínimo e não permitem aposentadoria por tempo de contribuição.
Escolher a alíquota certa faz diferença no longo prazo. Um enquadramento errado ou contribuição inadequada pode causar problemas e até impedir o reconhecimento do tempo pago.Fale com a nossa equipe e receba orientação para escolher a melhor alíquota para o seu caso ou validar sua contribuição como baixa renda!



